Uma das lesões musculares mais frequentes em contexto desportivo são as ruturas musculares. Surgem por micro ou macro trauma, sendo que o mecanismo de lesão pode ser direto ou indireto, determinando a extensão e grau de rutura muscular.
Tomando como modelo as lesões musculares do membro inferior ao nível da coxa, temos como exemplo de mecanismos diretos, os traumatismos, frequentes em desportos de contato, que originam maior ou menor grau de destruição de fibras musculares, frequentemente com hematomas associados e lesão de outros tecidos adjacentes.
Exemplo de ruturas musculares por mecanismos indiretos são as lesões associadas a mecanismos de contração muscular explosiva (por exemplo, na aceleração ou desaceleração rápida em corrida), em que esta híper-solicitação muscular pode levar a rutura de fibras musculares em maior ou menor grau.
Frequentemente classificadas em grau I, II ou II (grau crescente de gravidade da lesão), a abordagem e tratamento das ruturas musculares deve ter em atenção vários aspetos, entre os quais as especificidades da estrutura envolvida, a extensão da lesão anatómica, o atingimento de outras estruturas adjacentes e a atividade\desporto associada à lesão.
O controlo dos sinais inflamatórios nas primeiras 48h\72h com estratégias de proteção, repouso seletivo, gelo, elevação e (eventualmente) compressão são fundamentais para um prognóstico favorável e para a resolução do problema.
O tratamento das ruturas musculares pressupõem uma correta avaliação e identificação de problemas, sendo que uma intervenção precoce permite favorecer o processo de reparação tecidular, através de técnicas específicas de fisioterapia com por exemplo as ligaduras funcionais ou neuromusculares, a electroterapia, a terapia manual, o exercício terapêutico, entre outras.
É fundamental não esquecer os aspetos chave relacionados com a prevenção das lesões musculares, como o aquecimento, alongamento, treino proprioceptivo, “retorno à calma”, o trabalho específico de readaptação\reeducação muscular e eventual correção de desequilíbrios musculares; estes aspetos permitem diminuir a probabilidade de ocorrência de lesões e/ou minimizar potenciais recidivas de uma rutura anterior, recordando que uma lesão prévia fragiliza sempre as estruturas e suscetibiliza para nova lesão.
Em caso de dúvida, consulte o seu fisioterapeuta! purafisio@purafisio.pt
Até breve!
Duarte Pereira
