Esta é uma dúvida frequente dos desportistas que vamos procurar esclarecer.
O calor permite a vasodilatação dos tecidos, melhorar o metabolismo e aliviar a dor. Mais frequentemente o calor deve ser utilizado em situações crónicas ou sub-agudas. Em situações agudas só deve ser utilizado desde que não haja sinais inflamatórios, tais como: aumento de temperatura, edema (inchaço), alterações coloração pele (vermelhidão) ou hematomas recentes.
O calor é especialmente útil em situação de contraturas, espasmo/tensão muscular, promovendo o relaxamento muscular. Antes da atividade física pode ajudar a preparar as estruturas para o esforço, embora o aquecimento deve ser sempre feito através de atividade muscular.
O frio, normalmente utilizado a partir do gelo, atua como um vasoconstritor, auxiliando na redução do processo inflamatório e permitindo também o alívio da dor. Útil em situações de lesão aguda por trauma direto (ex. contusões, pancadas) ou indireto (ex. estiramentos, roturas). Após a atividade física permite reduzir a inflamação associada à mesma, embora as estratégias de recuperação ativa e alongamento são sempre fundamentais.
Lembre-se que aplicar calor numa situação inflamatória irá provavelmente piorar a situação; assim como o gelo em algumas situações, por exemplo, de contratura/espasmo podem piorar a situação. Tenha também sempre atenção para as queimaduras associadas à utilização de calor excessivo mas também às queimaduras associadas ao gelo. Proteja sempre a estrutura ou zona corporal onde aplica o gelo ou calor com uma tolha e evite temperaturas extremas e o contacto direto com a pele. Apesar de não existir evidência científica sólida que o comprove, a duração da aplicação do gelo deverá ser de 10 a 15 minutos e o calor de 15 a 20 minutos.
Estes conselhos estão aqui descritos de forma generalista. Tenha sempre em atenção outros problemas de saúde ou condições associadas. Caso os sintomas persistam ou tenha dúvidas consulte o seu fisioterapeuta.
Até breve!
